Archive | May, 2011

Chega amanhã em Porto Alegre Dr. Sidnei Barreto Nogueira

31 May

 

SidneiO Doutor em línguistica paulista Sidnei Barreto Nogueira  chega a Porto Alegre nesta quarta-feira (01/06) para o Lançamento do Livro Coisas do Povo de Santo,  que ocorre nos dias 02,03,04 de junho , também  estará realizando capacitação para professores. Além destas atividades, o  professor  realiza ainda uma oficina da língua yorubá, casa de tradição afrogaúcha Assobecaty o Ilê de Mãe Carmen de Oxalá.

Lançamento “Coisas do Povo do Santo” em Guaíba (RS)

Dia 2 de junho às 18hs

Lançamento “Coisas do Povo do Santo” em Esteio (RS)

Dia 3 de junho às 19hs

Lançamento “Coisas do Povo do Santo” em Porto Alegre (RS) Dia 5 de junho às 20 hs

Acompanha a obra do professor Sidnei, a convite do mesmo, uma explanação da Yalorixá Carmen de Oxalá, que introduz o leitor à desmistificação dos assuntos do Povo de Axé. Por conta desta parceria, a Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Yemanjá – Assobecaty, terreiro da Yalorixá, é a anfitriã do professor, promovendo uma farta agenda cultural extensiva ao estado.

 

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ASSOBECATY – Começa a se transformar junto com o Pronasci

30 May

Território de Paz chega ao bairro de Santa Rita onde está Assobecaty

 

 

logo aasssobecaty

Os bairros Jardim Santa Rita – Cohab, estão passando por transformações , que não vai ser diferente com as organizações que tem trabalho voltado a comunidade local. Esta é a nosso realidade, Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Yemanjá , em Guaíba, começará a se transformar conforme vão sendo intalados as politicas de investimento do Governo federal, através do  Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), que inova no enfrentamento ao crime, com proposta de diminuir a  criminalidade nas regiões metropolitanas mais violentas do Brasil. Transformar esses bairros , que são apontado pelas estatísticas com alto indice de violência e vulnerabilidade em um Território de Paz ,  significa levar o Pronasci para o dia-a-dia da comunidade. Vários projetos funcionarão ao mesmo tempo e com um só objetivo: melhorar a vida dos moradores, com menos violência e mais cidadania.

Terça – feira, forão chamados representantes de organizações para relatarem sua história dentro da comunidade,  com esse material recolhido, através de depoimentos, fotos, registros ,  será realizado a memória descritiva, vai ser editado um livro.  Nos colocamos da seguinte forma, se o terreiro acolheu e abrigou durante anos a comunidade, sem nenhum recurso, pela vulnerabilidade da comunidade aprendemos a trabalhar com as dificuldades que não se resume ao campo da religião de matriz africana e umbanda, se estende  desde a assistência as crianças , área da saúde e meio ambiente  ( violência doméstica, prevenção ao uso de  drogas, prevenção da aids, comunicação  (comunitária, Web ,impressa) Patrimônio Imaterial e Cultura , inclusão digital. Agora , nos organizamos ainda , mais para podemos dar continuidade ao trabalho junto a comunidade com a mesma dedicação. Agora com um significativo diferencial, com recurso público, onde quem ganha é a qualidade de vida para todos ,em especial dos jovens adolescentes.

No encontro, estavam representantes da diversidades de  seguimentos responsáveis pela formação do  bairro, sendo muito gratificante o reconhecimento da força do trabalho  da casa de religião afro, para o desenvolvimento do bairro.  Após reunião de  planejamento, para nossa transformação junto com o Pronasci, a parceria da Assobecaty e a Associação Conexão Comunitária, de realizarem 1º Ciclo de Cine Intervenção, através da sala de Cinema,   abrindo um ciclo de debates com a comunidade, com  o filme  Quanto vale ou é por kilo  para o dia 11 ás 16 horas. na Rua. Weneslau Fontouran, 226, Jardim Santa Rita- Guaíba-RS- Brasil.

Acompanhe a Sinopse

Quanto Valen ou é por Quilo?

Título original: (Quanto Vale ou é por Quilo?)

Lançamento: 2005 (Brasil)

Direção: Sérgio Bianchi

Atores: Ana Carbatti, Cláudia Mello, Myriam Pires, Leona Cavalli.

Duração: 104 min

Gênero: Drama

Status: Arquivado

Quanto Vale ou é por Quilo? - Cartaz

Sinopse

Uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que forma uma solidariedade de fachada. No século XVII um capitão-do-mato captura um escrava fugitiva, que está grávida. Após entregá-la ao seu dono e receber sua recompensa, a escrava aborta o filho que espera. Nos dias atuais uma ONG implanta o projeto Informática na Periferia em uma comunidade carente. Arminda, que trabalha no projeto, descobre que os computadores comprados foram superfaturados e, por causa disto, precisa agora ser eliminada. Candinho, um jovem desempregado cuja esposa está grávida, torna-se matador de aluguel para conseguir dinheiro para sobreviver.

Axé de Mãe Carmen de Oxalá

Noite de Autógrafos na Casa de Cultura Mário Quintana

27 May

 

LANÇAMENTO DO LIVRO ‘COISAS DO POVO SANTO’

A Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Yemanjá (Assobecaty) promove no dia 4 de junho (sábado), às 20h, na Sala de Convenções A2B2 da Casa de Cultura Mario Quintana, o lançamento do livro “Coisas do Povo Santo”, da SRS Editora. A autoria é do Doutor em Lingüística da USP, Sidnei Barreto Nogueira, com uma pequena participação de Carmen Lucia Silva de Oliveira, diretora espiritual da entidade, com sede em Guaíba (rua Venceslau Fontoura, 226, Jardim Santa Rita), cuja relação com o autor se dá em função de seu conhecimento na língua yorubá. Ela assinou a orelha da obra literária, que abre a série “Pensando a África no Brasil”.
Em alusão aos 77 anos de resistência e 23 anos de conotação jurídica, a Assobecaty aderiu à campanha do ano afrodescente declarado pela ONU, realizando atividades mensais desde fevereiro, como a festa de aniversário da entidade, que reuniu gestores municipais, estaduais e federais. Em março lançou a Revista Online Conexão Afro e participou da comitiva da titular da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Luiza Barros e em abril realizou uma reunião em Esteio, reunindo representantes da Região Metroplitana. No último dia 13 esteve presente na Assembléia Legislativa, na roda de conversa de mulheres negras, que se propõe a ouvir mulheres negras de outros lugares para escutar suas idéias e anseios. O movimento surgiu a partir da constatação de que no movimento negro não há muito espaço para as mulheres se expressarem e os próximos encontros estão previstos em Canoas, Alvorada, dia 15 de junho e Porto Alegre, em 25 de julho.
SERVIÇO:
Dia: 4 de junho de 2011 (sábado).
Horário: 20h.
Local: Sala A2B2 – 2º andar da Casa de Cultura Mario Quintana (Andradas, 736).
ENTRADA FRANCA

Agenda Cultural África no Rio Grande do Sul

26 May

Coisas do Povo do Santo, primeiro livro da série Pensando a África no Brasil, do Professor Sidnei Barreto Nogueira, será lançado na Feira do Livro em Guaíba no dia 2 de junho, às 18 hs. A sessão de autógrafos acompanhará a formação para os professores do municipio, compondo uma das ações previstas em cumprimento à lei 10.639, que torna parte do currículo escolar o estudo da história da África e dos africanos. O palestante é Mestre e Doutor em Semiótica e Linguística atuando como coordenador de curso e professor de Metodologia Científica e Língua Portuguesa em diferentes universidades em São Paulo.

Acompanha a obra do professor Sidnei, a convite do mesmo, uma explanação da Yalorixá Carmen de Oxalá, que introduz o leitor à desmistificação dos assuntos do Povo de Axé. Por conta desta parceria, a Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Yemanjá – Assobecaty, terreiro da Yalorixá, é a anfitriã do professor, promovendo uma farta agenda cultural extensiva ao estado.

A oportunidade que a comunidade guaibense recebe é parte das comemorações pelo 77º aniversário do Terreiro.

    Acompanhe a Agenda:

2/06

Manhã e Tarde

Formação para professores municipais Lei  10.639  Guaiba

18 hs – Coquetel de Lançamento do 1º livro da Série Pensando a Brasil: Coisas do Povo do Santo.

Local: 22ª Feria do Livro -  Praça da Bandeira  , Centro de Guaiba  RS

3/06

9 horas – Formação para professores municipais Lei  10.639  Alvorada

12 horas e 15 min – Programa Estação Cultura TVE – Porto Alegre

à tarde – Formação para professores municipais Lei  10.639  Alvorada

19h – Lançamento do 1º livro da Série Pensando a África no Brasil: Coisas do Povo do Santo.

Local: Casa de Cultura Lufredina Gaya, Rua Padre Felipe nº 900, Esteio – RS.

4/06

   9 horas – Oficina da Língua Yorubá

12 horas – Entrevista em Rádios

à tarde – Oficina da Língua Yorubá

Local: Casa de Comunidade Tradicional de Terreiro ASSOBECATY-

Rua Wenceslau Fontoura nº 226- Jardim Santa Rita- Guaíba- RS

20 horas Casa de Cultura Mario Quintana  ( Lançamento do 1º livro da Série Pensando a África no Brasil: Coisas do Povo do Santo).

Local: Casa de Cultura Mário Quintana, sala A2B2 – 2º andar, Ala Oeste. Porto Alegre- RS

Sessão Festiva Pretos Velhos–Ano 2011

24 May

Antônio foi o primeiro preto- velho a se manifestar na religião de umbanda em seu médio Zélio Fernandes de Morais ,onde se estabeleceu a tenda, nossa senhora da piedade. Aqui na Assobecaty, nesta casa os pretos velhos que sempre trabalharm para dar conforto aos necessitado que batem na porta:  Essas foram as palavras de Mãe Carmen de Oxalá no dia da Sessão Festiva para os Pretos Velhos Faço uma menção muito especial aos pretos e Pretas que por longos anos chefiaram esta casa na linha de pretos que são:

Salve Maria de Angola enviada de Oxum , Salve Bahiana feiticeira

Salve Preto velho Soluço

Salve Maria Redonda

Salve Pai Euzébio

Salve Maria Conga

Salve Pai José

Salve Pai Joaquim de Angola

Salve Pai João de Angola

Salve Vovó Rita

Salve

Atividade de BARA ALALUPAGEMA

24 May

COM  SIMBOLOS SAGRADOS DA NAÇÃO DOS ORIXÁS E O ALTAR PARA A IMAGEM DE SANTO ANTÕNIO OS RELIGIOSOS DA CIDADE DE GUAIBA,  BUSCAM A ATENÇÂO NO DOMINGO A TARDE NAS RUAS DO BAIRRO  COHAB SANTA RITA/

 

Contextualizando as Comissões Impulsora e Permanente da Semana Municipal da Umbanda e Religiões de Matriz Africana,  é 0 nome do agrupamento de religiosos, que foi sendo trabalhado para se transformar em um  movimento  afro-religioso guaibense, para que pudesse  fortalecer a execução da  lei 1402, que garante uma semana , além de rituais  sagrados, atividades de valoração  cultural, palestras , exposições, feiras etc…

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Para nós negros e de religião de Matriz Africana, as coisas sempre foram muito dificeis, essas dificuldades se acentuam bem mais ,  na atualidade , pelo processo de intolerância religiosa. Esta atividade de rua tem muitos significados principalmente por levar as ruas do bairro mais populoso que tem um número elevado de Igrejas e Neo-Pentecostaisdo  no municipio que o vice- prefeito representa o seguimento evangélico. Atabaque , imagem de Santo Antônio, muitas bandeiras vermelhas pessoas  com suas vestes que os caracterizam vivênciadores das religiões de Matriz Africana .

Terreiros-do-brasil-2-106_thumb2Terreiros-do-brasil-2-105_thumb2

No dia 13  os seguidores da religião afro foram as ruas homenagear orixá Bará  e ao mesmo tempo  fazer o enfrentamento a intolerância religiosa .  O movimento é ocupar os  espaços físicos, e transformá-los em espaço simbólicos . 

Terreiros-do-brasil-2-122_thumb6 Da idealização da lei 1.402 em 98,para sua aprovação, foi necessário ter uma forte articulação para os  21 vereadores da Câmara Municipal de Guaíba, dois votos contra, foi a mesma pessoa que  elaborou  estratégia de  , elaboração e manutenção do movimento    religioso, para garantir a execução da lei com as festividades da semana da   é a mesma pessoa que  durante 14 anos , vem lutando para garantir sua realização, a Ialorixá Carmen de Oxalá, afirma que tem que  estar sempre atenta , pois a cada ano é reatualizada novas formas para que a semana não se realize. Como no ano passado  a prefeitura dificultou a realização das festas afros que realizamos fora dos templos  religiosos, a  falta de apoio , se apresenta  bem sutil, os agentes públicos dialogam , ficam de encaminhar, próximo da realização do evento  dizem “ não” , também, bem ,  sutil . Este ano estamos nos mexendo bem mais cedo , primeiro para nos, precisamos nos  organizarmos  cada vez mais  e mais cedo,   segundo é para dar a resposta a  todos que tentam nos impedir de avançarmos .

Terreiros-do-brasil-2-128_thumb4Terreiros-do-brasil-2-130_thumb2

Na foto Yá Vere de Oyá Lajá , Pai Pitti de Oxala, Mãe Carmen  de Oxalá e Pai Ricard de Ogum,

Foi um momento de abença, juntamos o simbolismo do  ritual protetor, senhor das Encruzilhadas, um grupo de autoridades religiosas com espírito comuni-tário – de communitas, de comunhão – do espaço sagrado.

Terreiros-do-brasil-2-125_thumb3Terreiros-do-brasil-2-129_thumb

O FORMA- RS, vieram

 

 

Terreiros-do-brasil-2-124_thumb1Terreiros-do-brasil-2-123_thumb2

As Comissões desenvolve a característica de  reinventicatória de identidade de um povo,  A situação ainda se complica ainda mais após o Iª Seminário Meio Ambiente e  Religião de Matriz Africana, após a Carta com 10  solicitações e ai

Terreiros-do-brasil-2-118_thumb1Terreiros-do-brasil-2-121_thumb5

Um altar com a imagem de  Santo Antônio, que é considerado  o santo mais popular do Brasil, também, é conhecido por ser o Padroeiro dos pobres, Santo casamenteiro, sempre sendo invocado para se achar objetos perdidos.

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No Rio Grande do Sul, Santo Antônio é  sicretizado com Orixá  Bará cor vermelha, dia da semana segunda-feira, orixá que detém o dominio das ruas , encruzilhadas, dono das chaves.

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 O artista plástico  Valdir de Ogum, filho de santo de Mãe Carmen de Oxalá, responsável pela  decoração.

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A pesar da  pouca divulgação a comunidade  local se fez presente.

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Foi um momento tão singular que houve até representante do reino animal.

Terreiros-do-brasil-2-131_thumbTerreiros-do-brasil-2-136_thumb1

A atividade que é desenvolvida é por um grupo de casas de religião que compõe as Comissões , mas todos tem participação igual, por isso que deu  e está dando certo. 

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Esta  celebração organizada pela Comissão Permanete e Impulsora da Semana Municipal da Umbanda e das Religiões de Matriz Africana , que são as responsáveis pelo fortalecimento da religião afrobrasileira no Municipio de Guaiba.  Que nos remete não só a uma devoção,  mas também à procura por uma identidade e a ligação com o sagrado, realizada através da festa de rua para Orixá Bará, que convencionamos a chamá-la de  ALALUPAGEMA, movimentono dialeto africano.

Terreiros-do-brasil-2-140_thumb1Terreiros-do-brasil-2-137_thumb2

Os toques de atabaque, levou a juventude de terreiros a garantir os cânticos  na atividade.

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É preciso saber ainda que a ifé é inesgotável esta a prova pela participação da Tia Maria e Greice,  que vieram  da cidade de Viamão e Porto Alegre.

Terreiros-do-brasil-2-134_thumb6Terreiros-do-brasil-2-133_thumb3

FORTALECENDO LAÇOS FORTES E EXTREITOS COM A COMUNIDADE.

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  MAIS UMA  ATIVIDADE PROPOSTA PELAS COMISSÕES QUE DEU CERTO

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Esta atividade  é um processo recente. Precisa de observação, de questionamento, de uma séria avaliação,  enfim. Fica a certeza que   realizamos  uma  ação  coletiva de ocuparmos mais um  territorio , e realizamos  atividade sagrada,  a seriedade  que foi levada do inicio ao fim , contagiou a comunidade local, como demonstração  de acolhida , recebemos um convite da familia  da  Sra Inajara  que  moram em frente ao local,  onde foi realizada  a atividade, eles  ofereceram  para todos os participantes, um prato de mocotó bem quentinho, para espantarmos o frio,  que ao anoitecer aumentou.  

ALALUPO, ALALUPAGEMA, DEU CERTO !

Opinião : atividade do 13 de maio abolição não conclusa para as mulheres negras

21 May

"…Liberdade, essa palavra

que o sonho humano alimenta

que não há ninguém que explique

e ninguém que não entenda…"

                                                                                                                                                   Cecília Meireles

É  notório a  importância vital do trabalho das mulheres . Aliás, podemos mesmo dizer que sem a sua força produtiva, o nosso país não seria o que é. A iniciativa da casa que herdei de minha mãe  Assobecaty – Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Yemanj[a ,  foi onde desenvolvi toda a minha base ideológica, acrescido quando obtive  inspiração  nos  estudos dos artigos dos  movimentos femininos do princípio do século XX.

O nosso desejo de realizarmos uma Roda de Conversa ganha força, quando ocorrem adesão das organizações que apoiaram este evento como Grupo de Trabalho Angola Janga, Projeto Mocambo, CMP (Central dos Movimentos Populares), Associação Conexão Comunitária, Associação Cultural Sawabona Shikoba, Bibilhoteca Comunitária João Cândido, Coordenadoria de Igualdade Racial de Canoas, Associação Socioeducativa Ambiental – ONG Uriel, Grupo de Capoeira Guarda Negra .

É curioso notar que apesar dos escassos estudos sobre movimentos de mulheres negras, empoderamento, participação política, podemos concluir que existem  muito poucas  organizações femininas gauchas que trabalham com a temática, da mesma forma que temos o entendimento .que existem muitas mulheres que não aderiram essas propostas, o movimento surge para  ocupar este vácuo.

O movimento  surge fundamentalmente no contexto da luta contra as distorções bem contraditórias, por exemplo as mulheres começaram a tomar consciência cívica do seu papel produtivo na sociedade, a ver que têm poder e força , a proposta  é mostrar a importância de se manterem unidas.
A situação da mulher negra não vai ser alterada, se não tivermos um engajamento muito grande e só, engajamento não vai resolver, o que precisamos é criar consciências e isto demanda muito  esforço.

No evento 13 de maio abolição não conclusa para as mulheres negras, reuniu na  sexta-feira 13 na Assembléia Legislativa, se reuniram  mulheres negras com histórico de lutas em inúmeros segmentos diferentes da sociedade brasileira, tinhamos ativistas da habitação, do lar, metalurgica, educadora , segurança alimentar, segurança privada, agentes politicos, gestoras, comunicadoras  populares, militante do movimento negro, griõs , religiosa de matriz africana, capoeirista  e por fim ,o momento sensível ocorreu quando uma das participantes que se  apresentou como escrava do lar,  que tenta e  não consegui se libertar, muito menos consegui lutar para deixar de ser.
Como consequência, nasce  um novo movimento ideológico de mulheres no estado do Rio Grande do Sul, um grupo que entra em ação na  luta contra as contradições existentes, pela falta de espaço político, estímulo, empoderamento, existe uma falta do feminino negro nos espaços de poder.. Em nenhum momento tivemos a pretensão de realizar um seminário, queríamos conversar com as mulheres negras, ouví-las receber seus sentimentos , durante a roda  vieram a tona sentimentos diversos. A prosa foi tão boa, que optamos em não finalizá-la estaremos dando continuidade nas seguintes datas no dia 8 de junho estaremos em Canoas, 15 do mesmo mês é a vez da Alvorada, em 25 de julho Dia da Mulher Afro-Latino -Americana e Caribenha, onde estaremos  realizando o I º Seminário 13 de Maio Abolição Não Conclusa para as Mulheres Negras.

Axé

Mãe Carmen de Oxalá